Blog da Editora Advaita com textos de dialogos com Sri Nisargadatta Maharaj e outros Mestres como Sri Ramana Maharshi, Jean Klein, Ramesh Balsekar, Tony Parsons, Karl Renz e outros. Não-dualidade. Para encomendar o livro "Eu Sou Aquilo" Tat Twam Asi - Conversações com Sri Nisargadatta Maharaj" escrever para editora.advaita@gmail.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quem se importa?!

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O desejo de iluminação tinha levado um buscador, extremamente serio e motivado, a passar varios anos na companhia de um mestre espiritual. Durante esse periodo ele mostrou ser um discipulo devotado, completamente dedicado á obtenção da realização espiritual.
Quando chegou o momento de voltar para sua terra natal, seu Guru o fez prometer que iria escrever a cada mês, contando-lhe sobre seu progresso espiritual.
O discípulo deu a sua promessa e recebeu a bênção do mestre.
Despediram-se e se separaram.
Depois do primeiro mes chegou a carta. "Estou experimentando a Unidade com o Universo", escreveu ele. O mestre não disse nada, mas amassou a carta e jogou no lixo.
O mês seguinte veio outro relato: "A Divindade presente em todas as coisas tem se revelado para mim. Ela está presente numa flor, numa pedra, no ar e em toda parte." Novamente o mestre leu a carta, amassou-a e jogou-a na lixeira sem comentar nada.
Durante quatro meses as cartas chegaram regularmente.
Em sua terceira mensagem, o discípulo declarou: "O mistério do Uno e dos Muitos tem se revelado para mim. Somente agora eu compreendo que não há diferença entre mim e você ou qualquer outra coisa." Uma vez lida, a missiva também acabava com o lixo do guru na cesta de papel.
Na quarta carta, o discípulo dizia: "Ninguém nasce, vive ou morre, porque não há ninguém que existe." Esta carta também foi lida sem comentários e seguiu, como suas antecessoras, para a lixeira.
Após o quarto mês, porém, nenhuma carta chegou. Nenhuma carta no quinto mês, nenhuma carta no sexto mês, sem cartas durante um ano inteiro!
Como o tempo passava sem trazer novidades, o mestre acabou ficando realmente curioso em saber o que tinha acontecido com seu amado discípulo.
No fim foi o proprio mestre que escreveu uma carta perguntando ao discipulo sobre seu progresso espiritual, e lembrando-lhe de sua promessa de mantê-lo informado.
Algum tempo depois, o guru recebeu uma carta. Era do seu discípulo distante. O guru abriu-a e leu, e riu alto, evidentemente deliciado. Os discípulos ao redor dele ficaram intrigados com essa improvisa explosão de alegria.
Todo feliz, o guru entregou-lhes a carta.
Eles viram que ela continha apenas quatro palavras: "Iluminação? Quem se importa?!"


De: Ramesh Balsekar: "Who cares?!"

2 comentários:

VIDA disse...

Realmente como o proprio texto diz: "não existe niguem para se importar" pois não existe ninguém, excepto a VIDA. E importar, é algo que a VIDA quando Consciente dela mesma, desconhece.
Contudo existe Vontade, a VIDA é sinónimo de Vontade, uma Vontade em se redescobrir, conhecer e interagir consigo mesmo. Prova disso são as palavras que aqui estão escritas, são as opniões que diferem, e o texto acima descrito.
Uma vez iluminada, a VIDA reconhece-se como sendo ela mesma, Observando-se a si mesmo, e com isso o AMOR por si mesmo.

PAZ

DEEP disse...

Iluminação não por vaidade, mas para a superação de si.

Iluminação para a inspiração de tudo o mais quanto existe, pois q a luz se espalha.

Deixar de importar-se, talvez, seja o deslocamento do ego para um lado qualquer q não seja o centro do universo...

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